Publicado por: franco200 | julho 31, 2009

NOVO DEPARTAMENTO MÉDICO DO CAP

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Publicado por: franco200 | julho 30, 2009

ACHEI NO ARQUIVO DE EMAILS

Da minha coleção de grandes emails que coleciono a muito tempo.  Segue um que recebi em 1999 e me lembrou o atual time do CAP

—–Mensagem Original—–

De: “Elzani Funiol” <funiolelzani@excite.com>
Enviada em: Sábado, 27 de Março de 1999 14:55
Assunto: Eneas na Selecao

Me desculpem. O texto eh longo, mas achei-o interessante:
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Depois de fracassar na eleição, o candidato Enéas decidiu brigar pela vaga de técnico da Seleção Brasileira de Futebol. Em apoio à sua candidatura, argumentou que o Luxemburgo era apenas “um Enéas sem barba”, e que no quesito irmã feia ele dava de goleada.


Tanto falou, e tão ruins foram os resultados do Corinthians, que Ricardo Teixeira cedeu, e efetivou Enéas como treinados dos”canarinhos”. Em sua primeira coletiva, Enéas não fugiu ao seu estilo peculiar.

- Os podres patrocinadores querem acanalhar de vez o esporte nacional, símbolo das aspirações máximas do povo brasileiro! Não podemos nem queremos ser reféns de marcas pomposas de calções e meiões vagabundos! De agora em diante, nossos uniformes serão feitos apenas por costureiras 100% nacionais, com algodão 100% nacional!

Questionado sobre o valor da multa rescisória, Enéas foi taxativo:

- A FIFA que pague! Questionado sobre a qualidade do material esportivo à base de
algodão,material pesado e altamente encharcável, Enéas jogou pra galera:


- Algodão serve sim, meu senhor! Serve para mim e para milhões de famélicos  e descamisados à margem da sociedade, e serve também para esses vagabundos tratados a pão de ló que são os jogadores!


Houve um princípio de delírio popular; os jornalistas quiseram carregá-lo para fora do auditório em aclamação, mas Enéas, discreto, ficou na dele. Dias depois, sua convocação para o amistoso com a Groenlândia causou nova polêmica. Antes de dar a lista dos jogadores, ele leu um manifesto de repúdio aos amistosos caça-níqueis. Não cometeremos a vileza de transcrevê-lo inteiro; basta um trecho.

“Chega de desperdiçar nosso tempo e nossa superioridade futebolística com palhaços internacionais e pernetas ultramarinos!”

A lista de jogadores também surpreendeu. O time titular vinha com Tonicão, Beretta, Sucrilho, Serginho e Chupeta; Paraíba, Gleidson, Cruz e Tião-da-Maconha; Ventania e Picolé.


- Mas de onde saiu essa gente? – perguntou uma imprensa estarrecida. – Cadê
Ronaldinho, Rivaldo, Marcelinho?


- Minha seleção não tem lugar para mercenários que ganham milhões, a soldo de interesses mercantilistas alheios à nossa tradição cultural! Meu time é formado por excelentes jogadores da várzea carioca, lídimos praticantes do verdadeiro futebol nacional! As classes populares é que são as donas do amor à bola!”E depois”, completou, “para jogar contra um time de renas e papais-noéis, tá bom demais.”


A apresentação dos jogadores, na Granja Comary, foi motivo de constrangimento. Tonicão tinha um metro e sessenta, Gleidson pesava cento e vinte quilos, e Tião-da-Maconha estava claramente perto dos 40. Ventania era uma evidente vítima do Alzheimer, mas corria como louco, às vezes nas direções mais originais. Os treinos mostraram uma equipe com alternativas de jogada absolutamente imprevisíveis. Perderam dos juvenis do Botafogo por  16 a 2, mas a impressão da comissão técnica foi a de que poderiam ter vencido.


O povo abriu o olho, desconfiadíssimo, mas mesmo assim lotou o estádio de Manaus, onde a partida seria disputada ao meio-dia de um domingo de carnaval.

Espantaram-se ao ver a seleção chegar encarapitada numa boléia de  caminhão.

“Meu time é povo, e não foge do povo”, berrava Enéas da caçamba.


- Vai ser com bola de capotão? – perguntou Beretta ao roupeiro,que nem
respondeu. – Num gosto de capotão, prefiro aquelas bolas de plástico.


Quando o time entrou em campo, viu-se que o tom do amarelo de algumas camisas era diferente, e que alguns calções tinham listras brancas, e outros não. E Tião-da-Maconha estava sem meias, e de havaianas.


O juiz bronqueou.


- Não pode jogar assim não, meu filho.

- Ô, autoridade, é que eu tenho joanete.

- Não pode. A FIFA não permite. Vá calçar suas chuteiras. Enéas deixou o banco e, dedo em riste na cara do juiz, esbravejou: – Isso é um absurdo, seu tucano, seu henriquista disfarçado! Não devemos subserviência às determinações abstrusas de pífios organismos internacionais! A tradição da pelada manda que seja disputada com pés descalços, seu entreguista!


Confuso, o juiz chamou o Tião-da-Maconha de volta. Por desencargo de consciência, perguntou:- Não vai doer na hora de chutar?
Tião abriu um sorriso axadrezado.- Eu chuto pouco, meretríssimo.


Do outro lado da cancha, os esquimós, completamente imóveis,fumegavam. Suas camisas eram de flanela vermelha, com golas brancas de pelo de urso. Os calções, de couro de foca, desciam quase até os calcanhares. E usavam gorrinhos. O anúncio da escalação groenlandesa provocou alarme na equipe médica do estádio:- Urrff, Aagh, Pfrssst, Mungh e Óolp; Burp, Mnmn, Fhrrhr e Glaaaagh; Blbl e Uhm. Técnico: Bora Milutinovic.


O time groenlandês vinha de uma boa participação nas eliminatórias da copa européia: perdeu doze jogos, onze de goleada, e um só por 2 a 0 (para o time da guarda do Vaticano, em casa). Todos eram unânimes em afirmar que o potencial de crescimento da equipe era enorme, especialmente se o time inteiro parasse de rir a cada vez que um deles chutava a bola para cima.


O capitão brasileiro era o Beretta. Cumprimentou o juiz do mesmo jeito que Mike Tyson cumprimenta seus oponentes. Recebeu de Mnmn, capitão groenlandês, um dente de leão marinho, e entregou-lhe uma lata de Skol. E deu-lhe um soco na cara.


- Num vem folgá na minha área não, esquimó! No banco, Enéas vibrava: – Isso! Mostre a esses estrangeiros podres que eles não vão nos intimidar!


Ajudado pelo juiz, Mnmn recuperou os sentidos e participou do sorteio. O Brasil ganhou, e escolheu a posse da bola. Nas cabines, Galvão Bueno consultava Falcão:- O que é que nós podemos esperar desse time, Falcão?


- Acho qui vai sê difíce esperá alguma coisa – disse o cantor, -mas certamente o potencial esculhambativo da equipe é imenso.


O Brasil começou a partida no ataque. Gleidson fez boa jogada na esquerda e
abriu para Ventania, que correu mais que a bola, deixando-a limpa nos pés
de Tião-da-Maconha. Ele teria feito um bom cruzamento, se não estivesse fascinado pelos desenhos que o sol fazia na camisa do bandeirinha. O groenlandês cobrou o lateral jogando a bola bem alto, fazendo seu time inteiro cair na gargalhada. Cruz aproveitou a distração e deu uma bela arrancada para o gol. Pena que tenha perdido o fôlego na altura do meio campo, permitindo a recuperação de Burp, que deu um bicão para o alto, alegrando novamente seu time. A bola subiu, subiu, subiu, e, de repente, caiu dentro do gol brasileiro. Tonicão não a pegou por questão de metros. Groenlândia um a zero.


Dada a saída, Ventania disparou para a pequena área brasileira com tanta convicção que o time inteiro foi atrás. Tião começou a comemorar,achando que era o empate, e os esquimós, simpáticos, chutaram a bola para cima, em  meio a gargalhadas. Enquanto o time brasileiro cercava o Ventania na área,  comemorando, a bola rolava mansa para o fundo das nossas redes.


Irritada, a galera vaiava. O time não se acertava; a zaga dava de bico para  cima, e os esquimós caíam na risada, enervando o estádio inteiro. Possesso, Enéas tomou um guarda-chuva de uma torcedora, e dançou um frevo. Espantado, o público não viu o terceiro gol dos esquimós. Ao final do primeiro tempo, a Groenlândia só tinha seis homens em campo; os  demais haviam saído, desidratados ou com insolação. O juiz foi obrigado a terminar a partida aos 43 do primeiro tempo, quando o placar já ia em 5 a zero para os esquimós. Na coletiva, Milutinovic ironizava a equipe brasileira, que para ele foi excessivamente individualista. “o rapaz da camisa 7 parecia estar sozinho em campo”, dizia, mal sabendo que a polícia só a custo continha o Ventania no vestiário. “Deixa ele”, dizia Tião-da-Maconha, “ele só quer correr. Polícia deixa ele nervoso”.Por ser amistoso, não houve exame de doping.

Enéas foi retumbante. – Jogamos uma partida excelente, sob condições desfavoráveis,contra um adversário que se aproveitou da zombaria para obter uma vantagem injusta. Esses estrangeiros são tratados aqui como deuses, mesmo quando vêm com a intenção manifesta de nos achincalhar e zombar dos nossos símbolos.


Mantido no cargo, Enéas inovou para o amistoso seguinte, contra Burkina-Fasso. Manteve o time, mas com Ronaldinho no lugar de Ventania. Perdemos, mas Ronaldinho sarou da depressão.

Um torcedor do Náutico levou um tiro na barriga após a partida contra o Santos, disputada nos Aflitos, na noite dessa quarta-feira (29). Informações preliminares dão conta de que as torcidas do Náutico e do Sport se encontraram na Rua 48, no Espinheiro, Zona Norte do Recife, onde houve briga. O autor do disparo seria um integrante da Torcida Jovem do Sport, que conseguiu fugir. 

O alvirrubro José Carlos de Lima, 21 anos, passsou por cirurgia no Hospital da Restauração (HR), no Derby, área central do Recife. Ele está na sala de recuperação e passa bem, aguardando vaga em uma enfermaria.

Publicado por: franco200 | julho 24, 2009

Troca de emails na Herdeiros da Baixada

Sergio,

Não adianta ficar feliz porque o Rafael Moura e o Paulo Baier foram  para reserva. Digo isto imaginando que com o Alex Mineiro daqui a algumas rodadas vai ser quase a mesma coisa. Logo ele arruma um problema de pubis e fica 8 meses em tratamento ou vai aparecer uma contusão causada por gelo (sabe aquele gelo que é furado? acho uma sacanagem botar um gelo daqueles furado no uisque porque faz volume e o ar ocupa espaço que devia ser do bala 12)

No jogo contra o Avaí o Doatico vai levar aquela bandinha e com direito a discurso falando das qualidades da cachaça que o Alex toma. Em frente ao prajá o vereador vai tocar bumbo durante duas horas e depois vai anunciar que esta desativado o disque-cachaça. Ninguem mais vai poder ligar pra dedurar os cachaceiros. Daí vão soltar trocentos foguetes. Uma festa só.

Falando do disque-cachaça estou a muito tempo desconfiado que faz tempo que o disque-cachaça esta desativado senão o técnico anterior tava danado. Já de manhã cedinho, quase 11 horas da madrugada, ele , o G(ninho) pegava um cortador de grama e saia feito doido até onde estavam fazendo o coletivo. O Nilson Borges pra sacanear trocava de gramado levando a equipe profissional lá no mini-estadio e varias vezes o G (ninho) assistiu o coletivo da equipe junior.

No CT do Caju mudou quase tudo. Tinha um negão , gente finissima, que confiscava tudo que é vodka da gurizada. Permitia tudo mas todas as garrafas de vodka ele confiscava. Até o Jadson esta pensando em voltar …

Franco

Publicado por: franco200 | julho 24, 2009

Duelo de bombas será julgado hoje

Atlético e Coritiba serão julgados hoje à tarde pela primeira instância (uma das comissões disciplinares) do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Os dois clubes foram indiciados no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê perda de um a dez mandos de campo e multa de R$ 10 mil a R$ 200 mil.
No domingo, durante jogo na Arena, torcedores do Coritiba arremessaram bombas em direção à torcida do Atlético, que revidou da mesma maneira. O incidente foi relatado na súmula pelo árbitro Wilson Luis Seneme. Com base nesse documento e em imagens, a procuradoria do STJD formulou a denúncia e levou o caso a julgamento.
Em casos recentes, o STJD puniu o clube visitante com perda de mando de campo por objetos atirados no gramado. Em caso de condenação, porém, o mais provável é que o Atlético sofra punição maior. “Como mandante, o Atlético corre mais risco”, disse o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt.
Caso sejam punidos, os dois clubes podem recorrer à instância máxima da justiça desportiva no Brasil, o pleno do STJD. Quem perde mando de campo é obrigado a jogar em local a, no mínimo, 100 km de distância da sede do clube. A punição vale para o Campeonato Brasileiro de 2009.
O artigo 213 do CBJD tem a seguinte redação: “Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto”.

fonte: http://www.bemparana.com.br/index.php?n=115429&t=duelo-de-bombas-sera-julgado-hoje

Publicado por: franco200 | julho 22, 2009

Torcedores do Inter brigam na saída do Beira-Rio

Houve confusão na concentração de colorados no início do deslocamento do Beira-Rio em direção ao Estádio Olímpico, para o Gre-Nal deste domingo. De acordo com o o titular do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Jones Calixtrato Barreto dos Santos, a Brigada Militar precisou intervir para conter uma briga entre torcedores do mesmo time. Integrantes da Camisa 12 e da Popular entraram em atrito.

— Estamos evitando qualquer tipo de contato entre torcedores do Grêmio e do Internacional, agora fica injustificável quando temos que separar torcedores do mesmo time. Não podemos aceitar isso. Quando eles chegarem ao Olímpico, vou chamar os representantes das duas torcidas para questioná-los sobre essa situação — afirmou o coronel Jones.

Segundo o comandante, não houve tiros, mas a polícia precisou usar bombas:

— Foi uma briga generalizada. Tivemos que usar granadas de efeito moral, que fazem aquele estrondo. É um mecanismo para separar as duas massas quando há confronto.

O coronel Jones conta que os desentendimentos entre torcedores da Camisa 12 e da Popular não são novidade:

— Estamos observando desde o jogo contra o Corinthians, quando tivemos que escoltar torcedores da Guarda Popular, porque havia outros esperando por eles fora do estádio.

De acordo com a Rádio Gaúcha, a situação na Praça da Saudade, na Avenida Oscar Pereira, onde os colorados se concentram para ir ao Olímpico com escolta policial, é bem diferente. Torcedores comuns e famílias chegam para iniciar o deslocamento, marcado para as 14h.

RÁDIO GAÚCHA

fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&newsID=a2585501.xml&channel=13&tipo=1&section=Geral

Publicado por: franco200 | julho 21, 2009

Atos de agressão sempre fizeram parte do futebol, diz sociólogo

A violência no futebol não é uma característica nova. No Brasil, por exemplo, ela já estava presente desde quando o futebol se popularizou, por volta da década de 1910. Há relatos de que, nessa época, os melhores jogadores dos clubes adversários eram sequestrados por torcedores para que fossem impedidos de comparecer às partidas de futebol a que estavam escalados.

“Atos de agressão sempre estiveram presentes no futebol. O que acontece hoje é que, com a chamada torcida organizada, a violência ganhou outras dimensões”, afirmou o sociólgo Carlos Alberto Pimenta, professor da Universidade Federal de Utajubá e autor de vários livros sobre as torcidas organizadas.

Segundo ele, a violência não é uma característica das torcidas organizadas. “Elas não são só isso, mas a violência é constitutiva. Essa química é que permite a aglutinação em torno do jogo e que os torcedores se sintam fortes, socialmente aceitos e impondo respeito sobre o outro.”

As torcidas organizadas ganharam força a partir dos anos 1970, quando começaram a se desvincular dos clubes. Se antes elas serviam apenas para estimular o clube, surgem a partir desse momento os grupos contestadores, que passam a criticar a administração do clube. Uma das primeiras a adquirir esse caráter, segundo o professor, foi a Gaviões da Fiel, a maior torcida do Corinthians.

Antes disso, as torcidas podiam ser encaixadas em três fases. A inicial vai até os anos 1920 e que marca o torcedor, geralmente de elite, que frequentava o clube e adquiria produtos que identificavam o seu time de coração. A segunda etapa, por volta dos anos 1940, é a do torcedor que acompanha o clube nos lugares onde ele está e o futebol começa a se popularizar. A terceira marca o agrupamento dos torcedores nas chamadas uniformizadas, tais como as charangas, no Rio de Janeiro.

“Hoje, como cresceu e se profissionalizou muito, vendemos materiais para fazer bandeiras e temos matrículas e mensalidades para sustentar uma estrutura com salas, sedes e funcionários. Mudou um pouco daquela coisa muito amadora e romântica”, diz José Maria de Sá Freire, presidente do Conselho da Torcida Jovem do Flamengo, uma das organizadas que surgiram como dissidência da famosa uniformizada Charanga Rubro-Negra.

Segundo o psicanalista e professor da Universidade Nove de Julho (Uninove), Alexandre Nicolau Luccas, as torcidas permitem que uma pessoa seja reconhecida como parte de um grupo, além de proporcionar inserção social, algo que o governo, em sua opinião, não consegue fazer. “Os jovens não tem mais espaço para jogar, para brincar, se distrair e para consumir cultura. Então as torcidas oferecem isso vinculando com o clube.”

Segundo Pimenta, a violência chega ao ambiente das torcidas no momento em que a própria sociedade assume novos contornos, dimensões da violência, em torno de uma sociedade que não reconhece e não dá visibilidade às pessoas, e aparece nesses grupos que se traduzem em movimento de fortalecimento do papel da pessoa dentro do contexto social”, explicou Pimenta.

Os torcedores violentos, seriam, segundo o sociológo Maurício Murad, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da Universo, de setores minoritários dentro das organizadas.

“Alguns fanáticos, movidos pela rivalidade, acabam por cometer atos violentos, mas a grande maioria está interessada em preservar as torcidas, visto que a violência só traz malefícios para a mesma”, afirmaram representantes do Portal Torcidas Organizadas, que não quiseram se identificar, mas que confirmam fazer parte de torcidas organizadas de times brasileiros.

O tenente-coronel Almir Ribeiro, comandante do 2º Batalhão da Polícia de Choque de São Paulo, diz que os grupos violentos “são pessoas que saem do controle da própria organização das torcidas. A diretoria de cada torcida não consegue ser responsável por todas as atuações de seus agremiados. Sempre são infiltrados ali malfeitores que escapam do controle”.

Como essa violência seria específica de alguns membros das torcidas, vários setores da sociedade acreditam que a melhor maneira de combatê-los seria aumentando a responsabilidade das organizadas, principalmente quanto ao cadastramento de seus sócios e integrantes.

“Sou contra o fechamento da torcida organizada porque é uma pessoa jurídica e existe de fato e de direito. Seria uma ilusão achar que, ao extingui-la, o problema seria resolvido. Os torcedores vão continuar existindo e com um agravante: sem o controle do Estado”, afirma o promotor de São Paulo Paulo Castilho.

Para ele, as torcidasorganizadas devem ser cadastradas e monitoradas por um serviço de inteligência. Num segundo passo, acrescenta Castilho, é necessário promover um serviço de inclusão social junto a essas torcidas.

A punição aos maus torcedores está prevista no novo Estatuto do Torcedor, que deverá virar lei ainda este ano. “Sem punição nenhuma, como é hoje, onde o sujeito vai para a delegacia, assina um termo e volta para casa é complicadíssimo e a violência continua se perpetuando”, esclareceu o secretário de assuntos legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay. “O que propomos é uma pena alternativa. O sujeito tem que prestar serviço à comunidade na hora do jogo do time dele. Ele pode ficar até três anos prestando serviço comunitário na hora do jogo.”.

Apesar de algumas ideias, esse problema não deverá ser solucionado tão facilmente. “A violência nos estádios só vai ser superada quando estiver superada também na sociedade. As torcidas são reflexo direto da sociedade”, disse o presidente do conselho da Torcida Jovem do Flamengo.

Agencia Brasil

Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3882803-EI306,00-Atos+de+agressao+sempre+fizeram+parte+do+futebol+diz+sociologo.html

Publicado por: franco200 | julho 21, 2009

Bombas podem render punições a Atlético-PR e Coritiba

As cenas lamentáveis de torcedores arremessando bombas na Arena da Baixada, no clássico do último domingo entre Atlético-PR e Coritiba, podem render problemas aos dois clubes.

A ação das duas torcidas, que no intervalo da partida arremessaram mais de 15 bombas, foi relatada em súmula pelo árbitro Wilson Luiz Seneme, que observou a atitude dos dois grupos que se agrediram mutuamente com os artefatos.

De acordo com o procurador geral do Superior Tribunal de Justiça (STJD), Paulo Schmitt, na próxima semana, os dois clubes podem ser levados a julgamento. Uma possível condenação prevê perda de mando de campo, mesmo para o clube visitante.

Enquadrados no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), se condenados, Atlético-PR e Coritiba ficam sujeitos a penas de 1 a 10 perdas de mando de campo e também multa que pode chegar a R$ 200 mil.

Especial para Terra

Luiz Gabriel Ribeiro*
Em São Paulo

O ambiente no entorno e dentro dos estádios brasileiros está longe de ser tranquilo e é pouco indicado para famílias. O comportamento de alguns torcedores organizados que deixam o jogo de lado e se concentram em brigas e provocações é a principal causa para graves episódios de violência que se acumulam no país desde 1988 – ano em que a primeira morte relacionada ao futebol foi registrada no Brasil. O crescimento da internet, a partir dos anos 90, resultou em uma importante ferramenta para torcedores que desejam se enfrentar antes, durante e depois de partidas de futebol.

Nos últimos dez anos, o Brasil é o país que registrou mais mortes por incidentes entre torcedores. Segundo estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), liderado pelo sociólogo e professor Maurício Murad, 42 pessoas perderam as suas vidas durante este período. O levantamento foi elaborado com base em informações publicadas pela imprensa e aponta que a marcação de tocaias através da internet é cada vez mais comum.

A Polícia Militar de São Paulo conhece os métodos de agendamento de confrontos e aponta a rede de computadores como um meio popular para discussões e aumento das rixas. Por isso, há um departamento especial que monitora sites de torcidas organizadas e fóruns acessados pelos torcedores. As ações preventivas, de acordo com o capitão Leandro, do 2º Batalhão de Polícia de Choque, têm alcançado sucesso.

“Executamos atividades de monitoramento na internet e fora dela, direcionadas aos grupos de torcedores que ainda insistem em manchar o futebol brasileiro com atitudes violentas e desonestas”, comenta o capitão, que cita os locais da rede mais visitados por torcedores dispostos a brigar. “Os sites de torcidas e salas de bate-papo são alvos da seção de investigação, que tenta antecipar acontecimentos e proporcionar atuação preventiva”.

Apesar das tentativas de “antecipação” aos atos violentos, a polícia de São Paulo ainda tem dificuldade para monitorar movimentos de torcedores na rede. O último caso de violência marcada através da internet no estado aconteceu em maio deste ano, quando cerca de 160 torcedores do São Paulo e do Palmeiras foram detidos pela polícia nas imediações da estação de trem do Itaim Paulista, Zona Leste da capital, durante um confronto. Neste episódio, que aconteceu antes de clássico válido pelo Brasileirão, a Polícia Militar teve que atuar de forma repressiva.

O Ministério Público de São Paulo, através do promotor de Justiça Paulo Castilho, dá o aval ao trabalho realizado pela polícia. Castilho reafirma a necessidade de agir preventivamente em casos de brigas entre torcidas organizadas. “A polícia tem monitorado e conseguido evitar muitos casos. Este é um problema cultural, e o Estado tem que agir preventivamente”, reforça.

O Google, que hospeda a rede social Orkut, tem um acordo com o Ministério Público Federal de São Paulo, assinado em 2008, para combater o “conteúdo ilícito” na internet. A multinacional se coloca à disposição para colaborar com as autoridades brasileiras, a fim de preservar informações para investigações e desenvolver ferramentas de moderação humana com o objetivo de filtrar comunidades impróprias.

O investimento em ações no mundo virtual existe e está aliado à ajuda das empresas do setor. Por outro lado, a PM também destaca que as mesmas táticas preventivas são usadas desde a confecção de tabelas até conversas sobre eventos esportivos com sub-prefeituras. “O trabalho passa pela nossa interferência em datas, horários e locais das partidas. Realizamos reuniões preparatórias com a presença de autoridades para definir formas de comportamento e providências para o espetáculo”, enumera o capitão Leandro.

Apesar de reconhecer o trabalho das polícias Militar e Civil, Paulo Castilho ressalta a necessidade de sistemas repressivos mais eficazes. “A principal necessidade que temos é de um sistema de monitoramento perfeito para identificar as pessoas que cometem deslizes no estádio. A união das polícias e Ministério Público também é fundamental para identificar, punir e afastar esse elemento do estádio de futebol. Temos que nos preocupar com o ambiente do futebol porque essas atitudes trazem de volta as pessoas de bem para os estádios”, encerra.

* Colaborou Felipe Munhoz e Thales Calipo

fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/violencia-no-futebol/2009/07/20/ult7499u19.jhtm

Publicado por: franco200 | julho 20, 2009

Jovens são baleadas em confusão entre torcedores em SP

Duas jovens foram baleadas na perna durante uma confusão entre torcedores dos clubes de futebol São Paulo e Santos na estação Jaraguá, na capital paulista. Segundo a Polícia Militar, um segurança da estação foi quem atingiu as jovens quando tentava parar as torcidas.

Ainda de acordo com a PM, as jovens, que não tiveram as idades divulgadas, foram encaminhadas ao Pronto Socorro de Taipas. O caso é investigado pelo 74° Distrito Policial.

Redação Terra

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